sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Resenha - Os príncipes da Irlanda

Prezados leitores!

Tenham todos uma ótima sexta-feira!

O feriado já passou, já estamos na quaresma, mas ainda tem gente em cismar de enforcar a quinta e a sexta-feira. Mas como eu não posso me dar ao luxo de fazer isso, começamos o dia com uma resenha!

O livro de hoje é o romance histórico "Os príncipes da Irlanda", do autor Edward Rutherfurd, minha primeira leitura do ano. Só agora a resenha veio ao ar. Tarda mas não falha. O livro, editado pela Record, infelizmente deixou a desejar, pois a Irlanda parece ser um país fascinante e a sua história, riquíssima!

Já introduzidos no tema e no livro de hoje, vamos começar os trabalhos.

O que diz o Skoob:

O autor examina o conturbado passado da Irlanda, desde os primórdios de sua fundação, passando pela invasão viking, até a Reforma. Rutherfurd cobre os 11 séculos iniciais do país, com personagens fictícios que, perfeitamente ajustados aos relatos reais estudados em profusão pelo autor, trazem ao leitor brasileiro o universo histórico daquelas terras tão enigmáticas. A obra compõe o primeiro volume da saga Dublin e tem como ponto de vista as pessoas daquela cidade.
Minhas impressões:

Eu sempre fui apaixonado pela Irlanda. Desde menino. A prova mais cabal de que eu gosto mesmo de tudo que envolve o país está exatamente na minha descrição aqui do lado direito da resenha. Fiz questão de colocar que sou "entusiasta da cultura irlandesa", porque esse tema sempre me interessou.

"Descobri" a Irlanda quando tinha por volta de 11 anos. É claro que descobri o país através de sua enorme e riquíssima cultura. Ganhei dos meus pais o livro "Dublinenses", do autor clássico James Joyce. Isso foi praticamente na mesma época em que eu conheci o U2 e, ainda no campo da música, The Cranberries, que, ao contrário do U2, foi popular apenas nos anos 90. 

Gosto sempre de trazer um trechinho para que vocês vejam por si próprios como é a edição por dentro
Eu quero muito visitar a "ilha esmeralda", (como os próprios irlandeses chamam seu país) um dia. Eu influenciei tanto a Mari nesse quesito, que já definimos a Irlanda como o nosso destino de lua-de-mel.

Todos sabem que música e literatura são fatores de conhecimento do país no exterior. Após conhecer um autor e conhecer músicos, a vontade de saber mais e mais daquela cultura só aumentou.

Naquela época, pesquisei bastante na Internet e conheci muita coisa boa de lá, em se tratando de cultura. Diversos autores, clássicos ou contemporâneos - entre diversos livros, menção honrosa para "The butcher boy", traduzido no Brasil como "Nó na garganta", que traz a história de um menino abandonado pela mãe que desenvolve uma espécie de paranóia, além de muitos filmes. Não sou fascinado por cinema, mas um dos melhores filmes que eu já vi é justamente... sobre a Irlanda! "Em nome do pai", mostra a história da prisão e condenação de um pai e um filho como terroristas do IRA, mesmo a Inglaterra ser ciente de que ambos eram inocentes. A película foi indicada a nada menos do que 7 (sete) Oscar em 1994, além de receber o Globo de Ouro, o Urso de Ouro no festival de Berlim. Premiadíssimo, como todos podem ver.

Além da cultura, a história também me encantou. Sempre achei interessante a vida tribal celta e as constantes invasões vikings, como os romanos não chegaram até a ilha, também a conversão ao cristianismo por um santo, a invasão inglesa e a dominação por oito séculos, a grande fome nos anos de 1850, e já na época contemporânea, a liberdade em 1922, livrando-se das garras da Inglarerra e depois de contar só alguns dos fatos acontecidos naquele país para ilustrar a quantidade de história que eles possuem, por fim, o movimento dos terroristas do IRA nas décadas de 60 e 70. 

Eis a bandeira da República da Irlanda
Tantos episódios ao longo da história. Tanta coisa a ser contada. E é justamente isso que eu queria ver no livro que eu li. Eu ganhei esse livro de Natal de uma das tias da Mari e fiquei muitíssimo feliz com o presente. Vale destacar que o livro tem um subtítulo, então o nome completo da obra é: "Os príncipes da Irlanda: a saga de Dublin"


Logo de início, o leitor fica sabendo que o autor é aclamadíssimo e que é autor do romance Londres, que ele esmiúça mais de 1000 anos da história da cidade. Em assim sendo, todos pensam: "Os príncipes da Irlanda tem tudo para ser legal". Só que não é bem o caso.

A escrita é carregada demais para que o livro flua naturalmente. As descrições são imensas. As histórias parecem não ter fim! Tudo bem que são 2000 anos de história desde a civilização celta, mas tudo se arrasta por páginas e páginas escritas pelo autor. Deu a impressão de que ele quis colocar tanta informação no livro que isso inflou as suas páginas, afinal de contas, são 700 páginas de "Os príncipes da Irlanda" para serem lidas.

O livro é dividido em 9 capítulos. 9 histórias diferentes, formando uma linha do tempo, desde a civilização celta até a época medieval. O livro tem como subtítulo o nome "A saga de Dublin". Dublin, meus amigos é a capital da República da Irlanda. Com essa informação, já se sabe que o livro trata apenas da história da capital. E é justamente isso. As nove histórias contam pedaços da vida de personagens criados pelo autor dentro da cidade de Dublin. Parecia ser interessantíssimo, a fórmula tinha tudo para dar certo, se a forma como foi contada não fosse um tanto maçante.
A capa é realmente linda
A primeira história começa aos 430 anos depois de Cristo, quando a Irlanda tinha reinos celtas poderosos e não era em nada submissa a ilha vizinha, a Inglaterra. A cidade ainda é uma propriedade de uma família celta e se chamava Dubh Linn e pertencia ao guerreiro Fergus. Fergus é um nome bastante popular na Irlanda e sobretudo, na Irlanda do Norte. A propriedade é passada de geração para geração e é chamada freqüentemente no romance como "Ui Fergusa" (propriedade de Fergus). Esse lugar é palco de um amor proibido entre o príncipe celta Conall, sobrinho do Rei da Irlanda e a filha de Fergus, Deirdre.


Deirdre é a única que chama a atenção do sobrinho do Rei, porque ele queria ser sacerdote druida. Os magos celtas eram os druidas e a eles era dado o conhecimento sobre o solo, a vida, as estrelas e também o contato com o sobrenatural dos deuses. Sendo a única mulher que lhe interessa, Conall decide rejeitar essa vida que ele tanto planejara, mas mesmo tendo fugido, seu destino estava atrelado com os druidas e suas práticas macabras.


Mais para frente, já no segundo capítulo, nos é mostrado São Patrício, como um personagem do livro. Antes de continuar, é estritamente necessário que sejam feitas algumas explanações preliminares. O que eu vou dizer a seguir, não está na obra. Eu sei dessas informações justamente por gostar da Irlanda e desvendar as suas curiosidades. São Patrício nasceu na Escócia e foi trazido a Irlanda aproximadamente no ano 450 depois de Cristo como escravo pelos celtas. Como já tinha nascido em berço cristão, rejeitava o politeísmo dos celtas. Escapou do jugo de seus senhores e voltou para a sua casa, mas Deus o tinha escolhido para algo muito maior. Ele sonhou que deveria voltar a Irlanda para salvar toda a ilha. Antes, fora ordenado bispo pelo próprio Papa. Uma vez na Irlanda, ele ensinava os pagãos o mistério da Santíssima Trindade com um jeito muito original e peculiar: com um trevo de três folhas. O trevo tem três folhas, mas ao mesmo tempo ainda é uma única planta. Com essa metáfora, São Patrício converteu a toda a ilha, além de fazer boas obras de caridade. Saint Patrick, como é conhecido por lá, ainda enfrentou os druidas, desafiando-os a fazer milagres, enquanto ele mesmo os realizava. Por conta desses episódios, ele foi canonizado e é considerado pela Igreja como o padroeiro de toda a ilha da Irlanda.


Depois dessas informações todas, posso continuar a resenha. O que mais me surpreendeu foi como o autor tratou de fazer São Patrício parecer um homem normal e não um ser intocável. No livro, vê-se São Patrício preocupado com os celtas e até mesmo admirado com a beleza de Deidre, o que causa espanto em se tratando de um santo. Mesmo celibatário, notou uma mulher. Admito que não gostei da forma como que o autor tratou o santo, pois achei um pouco desrespeitoso. 

Essa é a imagem que eu tenho em casa de São Patrício, bispo padroeiro da Irlanda. 
Mais adiante, é possível ver a invasão viking que se deu sobre a Irlanda e a miscigenação que aconteceu entre os povos. Dois capítulos mostram as aventuras entre um guerreiro descendente de vikings dinamarqueses manco chamado Harold, Sigurd, seu inimigo que o jura de morte, Osgar, um outro homem que decide ser monge e uma mulher irlandesa chamada Caoilinn, durante as constantes invasões estrangeiras, notadamente vindas dos países nórdicos. Os vikings conseguem dominar a Irlanda e os povos se misturam. 

O autor deixa bem claro que os vikings só conseguem se apoderar de parcelas da Irlanda justamente por faltar a unidade nacional. Os irlandeses brigaram muito por poder e a fragmentação foi responsável pelo sucesso da invasão. Aquele ditado falado pelos nossos avós, de fato, é verossímil: "a união faz a força". Vários líderes regionais disputaram a coroa irlandesa e na falta de uma resistência unida, a Irlanda foi invadida. No livro, há um capítulo inteiro sobre Brian Boru, que foi um líder que veio do sul da Irlanda, precisamente da cidade de Cork e que queria ser o Rei de toda a ilha. Os irlandeses de Dublin permitiam até mesmo que os vikings vindos de fora adentrassem seu território para tentar frear a liderança daquele que queria ser rei. Partindo para terras tupiniquins, fazendo uma analogia meio besta, é verdade, mas para que você leitor possa entender, seria o mesmo caso de um líder do norte do Brasil querer unificar toda a nação sob a liderança de um rei brasileiro e os brasileiros do sul deixassem que os argentinos viessem fazer a defesa do território. A chance de algo dar errado é realmente grande.

A mesma coisa se deu com a pior das invasões para a Irlanda: a invasão vinda da Inglaterra e que durou aproximadamente oitocentos anos. Ao começar o capítulo referente a esse episódio, o autor relata ter sido a falta de unidade uma das causas para que a Irlanda caísse perante seus inimigos.

Aproximadamente no ano 1170, o reino da Irlanda foi anexado por Henrique II, Rei da Inglaterra. A história contada no livro, a culpa por Dublin ter caído nas mãos dos ingleses foi de uma mulher chamada Fionnuala, que contou ao seu amante que pertencia ao exército inglês durante uma noite de intensa paixão, sobre os segredos da defesa da cidade. Considero ter sido um pouco injusto colocar nos ombros de uma única mulher a responsabilidade por tamanha perda. Ainda que seja uma ficção misturada com a realidade, dá-nos a entender que as mulheres é que são as fracas e não os homens que efetivamente lutaram na batalha e pereceram perante seus inimigos. Quem permitiu a invasão da cidade foram todos aqueles homens que perderam a guerra e não uma mulher sozinha. Mais uma coisa que não consegui achar interessante no livro, além de os descendentes de Fergus, os proprietários do "Ui Fergusa" perderem as suas terras em Dublin para os ingleses.

Um mapa da Irlanda vem antes de começar o livro e te ajuda a se situar na obra
Após tais episódios, o livro termina seu último capítulo no ano de 1533, no auge da disputa entre a Inglaterra do Rei Henrique VIII com a Igreja, já que o monarca divorciou-se sem o aval da Igreja de sua esposa, a Rainha Catarina de Aragão, para se casar com Ana Bolena, uma prostituta que caíra nas graças do rei. Nesse cenário, a Irlanda era apenas mais uma das possessões da Inglaterra e os habitantes de Dublin não tinham a autonomia de sua estimada nação, que vivia apenas para satisfazer a ilha vizinha, a Inglaterra.

Ao fim, uma coisa interessante no livro: um guia de pronúncia de nomes irlandeses! Como se sabe, a Irlanda tem uma língua própria, além do inglês: é o gaélico, falada desde a época dos celtas e que sobreviveu as invasões e a séculos de descaso. A Inglaterra chegou até a proibir e punir com morte quem falasse a língua gaélica. E muitos nomes no livro foram usados com grafia e pronúncia irlandesa, que são bem curiosos. Por essa razão, o autor decidiu fazer um guia com dicas de como pronunciar os nomes que vem ao longo da obra. Isso foi extremamente interessante, pois ensina algumas regras gramaticais e de fonética.

Por fim, o autor fez uma continuação desse livro. A obra já foi traduzida para o português e editada pela mesma editora. O segundo livro se chama "O despertar da Irlanda". Mesmo não tendo apreciado muito o primeiro livro, faço questão de ler o segundo volume. Quero ver como o autor aborda Dublin já na era moderna, como na criação do Estado Irlandês livre da dominação inglesa, em 1922. Espero que a continuação me agrade mais. Eu o encontrando numa livraria, podem ter certeza que eu o arrematarei.

E vocês, amigos, já leram alguma coisa sobre esse fantástico país que é a Irlanda?

Voltarei segunda-feira com mais uma resenha. Falarei de outro romance medieval, o interessante "A rainha normanda"

Até a próxima!









Dados do livro

Nome: Os príncipes da Irlanda - A saga de Dublin - livro 1
Autor: Edward Rutherfurd
Editora: Record
Páginas: 700




19 comentários:

  1. Oi Marcos olhando pra capa o livro não me chamou a atenção mas lendo a sinopse e a resenha uau a historia parece ser incrível não sou muito de ler esse tipo de gênero literário mas amei a temática do livro já coloquei na minha ista de leitura bjs.

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  2. Não conhecia esse livro, como você eu também tenho uma admiração pela Irlanda e por esse motivo fiquei interessada por esse livro, também por que lendo um pouco mais sobre a história na sua resenha, fiquei curiosa e pretendo ler Os Príncipes da Irlanda.

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  3. Este livro definitivamente foi meu primeiro caso de amor pela lombada! Me interessei pela lombada, adorei a sinopse e depois dessa resenha virou caso de necessidade. Tudo isso em um único dia e por sua causa! hahaha. Fiquei muito interessado. Eu sou completamente apaixonado por ficção/romance histórico e esta história me conquistou imediatamente.

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  4. Nunca li nada sobre a Irlanda, mas tenho a noção do país incrível e com uma história fantástica. Fiquei interessado neste romance medieval, já que adoro o gênero. Quero lê-lo o quanto antes! A resenha está impecável, abraços.

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  5. Marcos,amo livros históricos,pena que essa tenha deixado a desejar.Legal você gostar bastante da Irlanda e também de você e a Mari já terem decidido passar a lua de mel por lá.Gosto bastante de o filme ´´Em Nome do Pai``.Que pena que a leitura não tenha fluido e tenha sido maçante.Achei a capa linda também.Gostei um pouco de saber sobre essa história de amor proibido.Legal o livro ter um guia de pronúncia de nomes irlandeses e ter uma continuação,fico feliz que dará chance a ela.Até a próxima.

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  6. Gostei da sua paixão pela Irlanda,já li diversos livros que se passam lá e gostei .
    Adorei a resenha e da sinopse, mas me parece um livro histórico,que não é meu tipo kkk .
    Boa leitura *-*

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  7. =( acabei de perdeu meu comentário =\ tem nada não vamos comentar novamente!!!
    Marcos que legal saber sua opinião sobre esse livro, pena que ele não foi tudo que vc esperava mas fico feliz por vc ter interesse em ler sua sequência; espero que seja mais objetivo e que a narrativa não fique cansativa como a desse livro.
    Que máximo vc vai realizar dois sonhos juntos, conhecer a Irlanda ao lado da sua amada. Essa lua de mel fará história!!!! Estou na torcida =)

    Também sou curiosa sobre os celtas e os Vikins, sempre leio algo sobre eles (lia bem mais no passado). Com certeza a Irlanda tem muita história e cultura para todos os interessados.
    Enfim parabéns pela determinação em continuar a leitura mesmo quando ela não te agradou à início. Ótimas leituras e fico no aguardo de A Rainha Normanda, tenho esse livro mas ainda não li. Abração!!!

    Leituras, vida e paixões!!!

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  8. Parece ser bem interessante, mas não é meu tipo favorito de leituras. Aguardando a resenha de Rainha Normanda.

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  9. Estou lendo uns livros que falam mais ou menos dessa época, ao menos partes da invasão dos Vikings. Gostei de ver esse porque podia ser uma leitura complementar bem interessante. Mas....não sei se gostaria. A resenha deu uma ideia do livro e não sei se leria agora, talvez num futuro =/

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  10. Infelizmente nunca cheguei a ler nada sobre a Irlanda, mas fiquei curiosa em poder ler esse livro, ele me pareceu ser rico em detalhes.

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  11. Adorei conhecer o livro e fiquei contente em saber que os relatos no livro são todos verdadeiros, isso me chamou mais atenção. Sempre gostei de de conhecer as culturas de outros paises.

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  12. Olá, Marcos!
    Tudo bem?

    Eu também gosto muito da Irlanda e da Escócia. São países que me chamam a atenção e tenho muita vontade de conhecê-los. Suas histórias são muito ricas também, assim como muitos países antigos, mas as imagens que recebo desses países me encanta.

    Fico chateada pela leitura ter sido maçante. Eu normalmente tenho essa dificuldade com os livros que contam a história real de algum lugar ou época. Mas fico feliz que isso não o tenha desanimado para continuar o segundo volume.

    Não vejo os druidas com práticas macabras. Na verdade eles acreditavam em seres mitológicos com base na natureza. Espíritos benéficos ou maléficos dependendo da estação do ano e dos perigos da própria natureza. É mais uma cultura histórica na minha opinião. Tenho mais nojo das caças às bruxas e das torturas que realizavam com as mulheres naquele período.

    E eu gostei da ideia do conto do São Patrício como um homem comum. Porque pra mim ele era um homem comum. Acredito que você sentiu o desrespeito por conta da sua religião católica, mas como não acredito em santos, fico interessada em ver um homem celibatário ter que lutar com o desejo e o amor de uma mulher. Uma temática interessante.

    Adoro histórias de vikings! Acho que seria o conto que mais chamaria minha atenção porque sou muito atraída por essas histórias nórdicas e como o povo sobreviveu em terrenos tão áridos.
    É realmente aquela história de "apenas os fortes sobreviverão".

    A história sobre a invasão da Inglaterra deve ser a mais cansativa porque foram muitos anos de dominação mesmo! Mas deve ser muito interessante checar o avanço dessa época.

    Com relação à história de Henrique VIII, ele criou uma briga eterna com a Igreja Católica ao criar uma nova religião apenas para poder se casar novamente. Ana Bolena não era uma prostituta. A Igreja Católica a nomeou dessa forma porque ela foi a causa de uma grande perda da Igreja tanto no sentido financeiro como de influência. Ana Bolena era uma dama de companhia de rainhas. Ela foi educada para acompanhar a rainha da França em todos os lugares, mas depois que voltou para a Inglaterra se apaixonou/foi seduzida (não sabemos o que seria mais verdadeiro) por Henrique VIII e virou amante dele. Ela era filha da aristocracia. O rei nunca se casaria com uma prostituta, eram as regras sociais da época e acredito que até hoje na Inglaterra.

    Uma pena que o gaélico foi proibido, né? É uma riqueza cultural que irá deixar de existir se o povo não manter a tradição. Mas muito legal ter um pouco desse conhecimento no livro. É sempre muito interessante conhecer novas línguas e novos alfabetos.

    Bjs!

    livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br

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  13. Assim, esse livro não me chamou a atenção, mas sua paixão pela Irlanda sim, eu tenho uma paixão enorme pela Italia e sonho em me aposentar lá, prq sou descendente. Mas sua paixão é muito mais bonita, pois nasceu através de uma simples literatura. Isso é mágico!

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  14. Confesso que tenho certo fascínio pela Irlanda, mas apenas como futuro destino para férias.
    Gosto da música e de filmes ambientados nesse país, mas não muito além disso. Não conheço sua cultura e nada a respeito, e ao ler sua resenha me senti um pouco envergonhada por isso. Sempre busco ler a respeito de coisas que me chamam a atenção e nunca o fiz sobre a Irlanda.
    Fiquei curiosa com a história dos vikings e sua influência neste país. E acho que se conhecesse a história de São Patrício me sentiria um pouco ofendida pela forma como o autor o tratou também.

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  15. Parece ser um livro muito bem trabalhado, achei bem interessante, pois também gosto muito da Irlanda e sua cultura.
    Estudei um pouco na faculdade de letras, só que como eu parei, perdi a melhor parte kkkkkkkkk
    Agora fiquei curiosa pelas pronúncias, hein, acho que vou comprar o livro para conferi-las kkk
    bjs

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  16. Gostei muito da resenha.
    Porém a temática do livro não me agrada, não faz meu gênero literário, eu amei a capa.
    Fica para uma próxima.

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  17. Apesar de gostar muito de livros que falem sobre a Irlanda e Escócia, este não me chamou muito a atenção, mas certamente se tivesse a oportunidade gostaria de visitar a Irlanda

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  18. Não me interessei muito pelo livro e ver os seus comentários negativos me desanimou mais ainda. Odeio leituras arrastadas, você fica querendo acabar logo mas parece que nunca tem fim. Livros pra mim tem que ser leves! Muito bonito o santo, lá eles tem até o feriado dele ne?

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