segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Resenha - Tarkin

Olá meus amigos!

Tudo bem com vocês?

Hoje é dia de resenha! E na última semana do mês de Outubro nós iniciaremos com mais uma análise de livros de Star Wars!!

De novo, não! 

O livro de hoje se chama Tarkin e conta um trecho da história desse personagem, que só aparece em um filme. Você já conhece Wilhuff Tarkin?

O que diz o Skoob:

Após o golpe que deu fim à Ordem dos Cavaleiros Jedi, com os tempos da Velha República cada vez mais no passado, Wilhuff Tarkin é um oficial de confiança em um Império ainda jovem, e sua atual tarefa é gerir a construção de um empreendimento decisivo nos planos da nova ordem: a estação espacial conhecida como Estrela da Morte. A mando do próprio Imperador, o oficial divide com o perturbador Darth Vader a liderança de uma força-tarefa dedicada a encontrar e deter os responsáveis pelo atentado.

Minhas impressões:

Antes de começar, preciso explicar quem é o personagem principal de hoje. Não dá pra começar sem isso! Não dá mesmo, amigos!

Para quem não conhece, Wilhuff Tarkin aparece apenas no primeiro filme, o antigo "Uma nova esperança", lá dos idos de 1977. 

E quem é ele? Ele é um Moff imperial. Moff na linguagem de Star Wars pode ser comparado a Governador. Então, Moff Tarkin era governador de um sistema de planetas dominado pelo Império Galáctico. Sabendo disso, vamos continuar.

Na época das filmagens de Star Wars em 1977, o criador do filme contratou atores desconhecidos para os papéis de Luke, Han Sono e Princesa Leia. Mas George Lucas queria dois atores mais famosos para incluir no elenco. Um deles foi o Sir Alec Guinness, que interpretou Obi-Wan Kenobi. Outro foi o ator britânico famoso Peter Cushing, que fez o Moff Tarkin.

O ator Peter Cushing (Tarkin) em cena do filme Star Wars - Uma nova esperança, com Darth Vader logo atrás
Peter Cushing era um aclamado ator na época e já tinha feito diversos filmes com o também falecido Christopher Lee. Eles eram amigos e Christopher Lee foi o Conde Doku, o ex-Jedi que aparece nos Episódios II e III também de Star Wars. Muita coincidência que dois amigos tenham participado da mesma série de filmes, só que em épocas diferentes.

A participação de Peter Cushing em Star Wars se deu apenas em "Uma nova esperança", hoje chamado Episódio IV. E apesar de sua participação ter sido bem pequena em relação a outros personagens, uma coisa me chama a atenção: ele foi imortalizado. Parece que todos que entram em Star Wars adquirem algo que os tornam imortais. De fato, Star Wars tem essa mágica de conseguir eternizar até o menor dos detalhes de sua história, de tornar épica até mesmo uma simples frase dita por um personagem coadjuvante. Mas eu digo isso de foma específica graças a capa desse livro da Editora Aleph.

Peter Cushing (esquerda) foi Tarkin em Star Wars e Christopher Lee foi o Conde Doku.
Na imagem, os amigos contracenam juntos no filme "O cão dos Baskervilles" de 1959.
Percebam todos vocês como o homem desenhado na capa desse livro é exatamente igual ao rosto do ator Peter Cushing! De forma célebre, ele será lembrado eternamente como o Moff Tarkin! E isso é incrivelmente impressionante!

Peter Cushing já faleceu mas seu rosto ficará lembrado para sempre como o do Governador Imperial Tarkin. Só isso já é impressionante. Quem for pesquisar sobre o Governador Tarkin verá que Peter Cushing ficará atrelado no personagem para toda a eternidade. 

E além dessa relação entre personagem e ator, tem-se que outros produtos são lançados, produtos, bonecos, livros o que faz essa relação ser ainda mais estreita. Resultado: o finado ator será lembrado como o Moff Tarkin.

Eu estava muito ansioso pela leitura. Como vocês sabem, adoro o universo Star Wars. Quando descobri que tinham escrito sobre Wilhuff Tarkin, fiquei ansiosíssimo! 

Meu exemplar!
Ledo engano...

Só que o livro não agradou tanto assim... Em verdade, o livro me deu sono do início ao fim. Quando pegava para ler Trakin, logo eu caía no sono. A chatice parece dominar toda a trama.

Para você saber do que se trata, leitor, é um pedaço da vida do governador Tarkin. Para quem não sabe, ele foi o responsável pela coordenação dos trabalhos da construção da Estrela da Morte, aquela estação espacial que aparece nos filmes e que é capaz de destruir um planeta inteiro. 

Então o livro começa assim. Tarkin coordena a construção da Estrela da Morte e está nos arredores quando a construção sofre um atentado. Tal ação não chega a destruir o trabalho, mas intriga o Moff Tarkin, pois a autoria do ataque não era conhecida.

A Estrela da Morte em todo início de capítulo!
A partir daí o livro se preocupa em contar os esforços do governador Tarkin em descobrir quem poderia ter a audácia de atacar uma base do Império. Eles descobrem quem fez o ataque, mas até essa descoberta é confusa e se dá mais pela lógica do que pela certeza efetiva da autoria. Ponto negativo para o livro que eu tinha depositado tanta expectativa.

Só que a narrativa é confusa também. Constantemente o livro nos arrasta para a juventude do personagem principal no planeta Eriadu, mostrando como sua personalidade fora moldada pela truculência de seus parentes. Você acaba por perceber que sua personalidade foi esculpida pela dureza de vida com que ele foi submetido. Mas isso não chega a ser suficiente para que o leitor sinta pena do governador Tarkin.

Trechinho de uma conversa entre o Imperador e o Governador.
Só que essa ida para o passado para nos contar sobre sua vida acontece em diversos capítulos do livro, o que não segue a cronologia do livro, o que me fez ficar perdido. Seria mais interessante que o autor tivesse contado toda a vida do personagem antes e depois fizesse uma relação com o presente.

Outro ponto que não agradou foi a pequenina disputa interna entre Tarkin e Darth Vader pela atenção do imperador. O autor James Luceno tenta mostrar a todo instante que Darth Vader se sente incomodado com a presença do Moff Tarkin. Agora eu pergunto para quem conhece o mínimo de Star Wars. Não importa se você, leitor, conheça pouco da saga. Use a Força lógica para responder o que eu vou perguntar agora: e desde quando Darth Vader iria se preocupar com alguém que poderia tomar-lhe o cargo? Isso é absurdo! Vader é bem próximo do Imperador, além de dominar a Força. Desde quando iria se sentir ameaçado por qualquer pessoa? E o Moff Tarkin tem a aparência de um homem comum.

Muito mais crível que todos se sentissem ameaçados pelo Darth Vader, aquele ser com aparência obscura, com voz robótica escondido sob a máscara. O livro é totalmente incoerente nessa "disputa" entre Vader e Tarkin. Mais um ponto negativo para o autor.

Lindo!
Eu tinha gostado de todos os livros de Star Wars até agora. Esse não me agradou tanto. Daqui a um ano pretendo lê-lo novamente. Espero que as minhas impressões por ele mudem. Por enquanto, não recomendo, até porque quem não é tão fã pode se sentir perdido por entre tantos personagens do Império que são citados na trama. Alguns até eu mesmo não conhecia. Fico imaginando quem não é tão fã: com toda a certeza do mundo vai boiar. 

Até a próxima, meus amigos!

Um abraço!

Dados do livro:

Nome: Tarkin
Autor: James Luceno
Editora: Aleph
Páginas: 368




9 comentários:

  1. Tenho visto cada vez mais várias pessoas lendo os livros da série Star Wars, porém esse tipo de gênero literário não costuma chamar minha atenção, pelo fato de que nunca entendo a promissa da história.
    A resenha ficou muito boa parabéns.

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  2. Marcos, eu não estou acompanhando, até mesmo porque não gosto de Star Wars, esta febre literária sobre o aclamado filme. Enfim, Star Wars não me agrada em nada, respeito todos os fãs e admiradores da série, mas quando o assunto se estende além dos filmes, neste caso a literatura, fico mais desanimado ainda com o livro. Outro ponto desanimador é que, como nunca assisti o filme e não sei a ordem dos livros é que são usados termos que nunca vi na vida. Espero que na próxima leitura goste de Tarkin.

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  3. Olá!!
    Confesso que não sou fã de Star Wars e não tenho muita curiosidade em ler, talvez por não conhecer bem a historia. Quero muito assistir ao filme e espero que mude minha relação com a historia.
    Bjos e sucesso!!

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  4. Nunca li Star Wars mas com certeza entrará na minha lista de futuras leituras.

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  5. Sua resenha está muito boa, mas sinceramente não pretendo ler esse livro, pois não me interesso muito por Star Wars, nem pelos filmes nem pelos livros, não sei por qual motivo, simplesmente não chamam minha atenção.

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  6. Oi Marcos, não tenho interesse em ler, mas a edição desse livro, pelas fotos, está muito linda!! Bjs

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  7. Oi Marcos! Vou ser sincera em dizer que esses post's sobre Star Wars não me interessam =/ Eu não gosto nem um pouquinho da série a ponto de ler qualquer livro sobre... Beijos!

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  8. Quando vi o post fiquei super animada pois sou super fã de star wars desde criança, e estou adorando todos esses livros novos que estão lançando da série. Ainda não comprei esse em particular, fiquei meio desanimada ao saber que você não gostou :/ Mas mesmo assim comprarei pois uma coleção com todos os livros de star wars deve ficar linda na estante

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  9. O livro é perfeito, que pena que esse não lhe agradou muito quanto os outros que você leu. Não que isso modifique minha opinião que ainda sera que eu tenho que começar a ler desde o começo.

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