quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Resenha - Os cães nunca deixam de amar

Meus queridos leitores!

Bom dia!


Leram muitos livros no carnaval? Nesse feriadão, consegui ler 6 livros em 5 dias! Uma média muito boa! E vocês, aproveitaram o feriado para ler?
A quarta-feira de cinzas começou cedo pra mim! Minha doce cachorrinha aquela atroz caçadora implacável e bravia matou um filhote de gato que entrou no quintal e veio logo cedinho mostrar pra mim "o troféu" e pra eu ver o quanto ela é atenta na defesa da casa...
Coincidentemente eu terminei de ler o livro "Os cães nunca deixam de amar" nesse carnaval e, por essa razão, decidi que ia escrever sobre o livro aqui para vocês!


O que diz a contracapa:

A emocionante história de uma advogada, seu cão adorável e um diagnóstico devastador...
Namorado novo, casa nova... Teresa Rhyne está tentando reestruturar a sua vida depois de dois casamentos fracassados. Porém, pouco tempo depois de ter adotado Seamus, um beagle totalmente incorrigível, os veterinários atestam que o cãozinho tem um tumor maligno e menos de um ano de vida.
O diagnóstico deixa Teresa devastada, mas ela decide lutar e aprender tudo que está ao seu alcance sobre o melhor tratamento para Seamus. A bem-sucedida advogada não tinha como saber, naquele momento, que estava se preparando para o próximo grande obstáculo de sua vida - um diagnóstico de câncer de mama.
Na luta pela sobrevivência, batalhando contra uma doença mortal e abrindo seu coração para um relacionamento que parecia fadado ao fracasso, Teresa aprende com Seamus o verdadeiro significado da palavra amor. Uma história edificante e inspiradora sobre como um cachorro rouba nossos corações, nos mostra como viver e nos ensina a amar.


O que eu achei:

Eu já tive cinco cachorros (três vira-latas, uma chihuahua e um dachshund), dois peixes, uma tartaruga e dois pássaros, tudo de uma vez só. Minha casa era quase um zoológico. E mesmo tendo cinco cães, eu sempre quis ter um beagle. Acho essa raça fantástica, bem resistente, além de serem animais bastante dóceis e que gostam MUITO de brincar. Na minha descrição no blog aqui do lado direito fala que eu amo cães. E é verdade mesmo, pois eu sou apaixonado por cães. Acho que a vida seria tão sem graça sem os animais.
Então, vocês podem imaginar a minha surpresa ao me deparar na livraria com a capa desse livro, que tem um enorme beagle na frente. Coloquei uma enorme expectativa no livro. Parecia ser uma leitura bastante agradável.

Ledo engano.

Muito embora o livro narre a história real da autora e de seu beagle, o Séamus, pois ambos tiveram câncer e conseguiram vencer a doença, o livro é insípido e têm pouquíssimos atrativos.

Ele é dividido em duas partes: na primeira, ela narra a história do câncer (mastocitose cutânea canina) do pequeno animal e na segunda, como ela descobriu o câncer de mama e como o venceu.

É que a autora tenta desesperadamente (e não consegue) ser engraçada. Ela coloca apelidos em quem quer que seja, muitas vezes xingando os profissionais e pessoas que a maltratam ou que não tratam direito da saúde do seu beagle. "Dra. Patricinha Fresca", "Emboscada", "Dra. B.", "Dr. Bom Karma", são alguns exemplos do jeito frívolo da escrita da autora.

Eu sei que o livro conta uma história real, mas tem intimidade demais da autora Theresa contada no livro.  Ela é advogada e começa um relacionamento com um homem chamado Chris. E a autora conta abertamente como detestava ir até a casa dos pais do namorado, e como sentia uma aversão imensa pela mãe do rapaz. Coisa muito desagradável. Não sou de contar muitos detalhes do livro, mas há uma certa parte em que ela descreve como escolheu a roupa para o primeiro jantar na casa do namorado Chris. Nessa parte ela soube ser extremamente inconveniente, o que causa um certo constrangimento até mesmo no leitor. Não se consegue nem sequer dar um meio sorriso quando ela vai narrar alguma coisa dela. 

Acredito que existam coisas totalmente desnecessárias para incluir num livro. Ninguém precisa saber que a autora têm sérios problemas de relacionamento é tão insegura desse jeito.

E além disso, a escrita de Teresa J. Rhyne causa aborrecimento e fatiga. Causa enorme fatiga com aquele ar de narrativa americana que cansa pela descrição com fatos narrados em aspas. São raríssimas as páginas em que não há algum termo escrito entre aspas.

Em suma: o livro é uma enorme perda de tempo e uma estrondosa chatice.

Sobre o cachorrinho, Séamus é um beagle como outro qualquer: travesso e carinhoso. Foi bom saber que não só Teresa venceu o câncer, mas o animalzinho também saiu com vida. A autora conta no livro como adotou Séamus e como decidiu batizá-lo com esse nome irlandês.

Mas Teresa ainda estragou as partes em que narrava a vida do animalzinho, pois ela escreve como se pudesse prever os pensamentos de Séamus, o que acaba por destruir o restinho de credibilidade do livro. Muito embora quem tenha cachorro saiba pelas expressões e comportamentos o que um bichinho queira dizer, seria mais acertado se ela focasse a narrativa realmente no Seamus e não no que ela acredita que o cachorro esteja querendo dizer. Eu prefiro histórias que sejam concentradas no cachorro, como em Marley e Eu, por exemplo. E nesse livro tem muito mais da Teresa do que do Séamus.

E como se tudo isso não bastasse para ser um livro bem abaixo do esperado, o título não guarda qualquer relação com a história, apesar de que são contadas duas histórias de vitória contra a doença terrível. O titulo em inglês é "The dog lived (and so will I)", que em tradução livre serial algo com "O cachorro sobreviveu e eu vou sobreviver". Lendo o título "Os cães nunca deixam de amar", você é sugestionado a acreditar que a história envolve abandono ou morte. E não tem nada disso no livro.

E para terminar (porque eu poderia falar sobre outras cinco ou seis coisas que não agradaram no livro) eu ainda pergunto: porque não têm fotos do cachorro e da dona dele no meio do livro como em tantos outros títulos, ainda mais em se tratando de uma história real?

Vou parar por aqui porque esse livro eu não recomendo!

Até semana que vem!

Grande abraço a todos,







Dados do livro:

Nome: Os cães nunca deixam de amar
Autora: Teresa J. Rhyne
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 311


18 comentários:

  1. Mari, você se garantiu nesse carnaval, hein? Eu não leria esse livro mesmo que você o recomendasse, porque como sou apaixonada por animais (tadinho do gatinho que seu cachorro matou), sofro demais com histórias assim. Pode ser livro ou filme, tanto faz, eu vou acabar arrasada. Só se saber que o cachorro tem uma doença incurável, já fico triste. Mas enfim, esse eu passo.
    Beijos.

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  2. Esse livro deve mesmo ser lindo, e triste também. Divido da mesma opinião da Cecília ai em cima, sofro muito mais com histórias tristes de cãezinhos do que com algum romance avassalador. Fiquei com o coração partido só de ler sua resenha rsrs Pra mim basta o quanto chorei quando li Marley e Eu.

    Parabéns pelo blog, sucesso!

    http://luadeneonblog.blogspot.com.br/

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  3. Ei Marcos!!!

    Caraca, você odiou o livro mesmo hein???? huahuahauhauhua adorei sua postura e a forma em que colocou as coisas. De fato, não é porque é baseado na vida de uma pessoa que precisa inserir os "detalhes sórdidos" não é? Além do mais, graça é uma coisa única... ou se tem, ou não tem... tentar ser engraçado à força realmente dá nos nervos. Anotado na lista dos: só leia em caso de necessidade extrema!

    Abraços!!!!

    www.escrevarte.com.br

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  4. Oiee

    Eu já li esse livro e ao contrário de você gostei bastante mas realmente o livro tem uma pegada mais feminina talvez por isso não tenha te agradado né .

    Beijos
    www.livrosechocolatequente.com.br

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  5. Oi Marcos, tudo bem?
    Poxa esse livro foi realmente uma decepção heim?
    Fico triste por você, pois sei o quanto é frustrante uma leitura que tinha tudo pra ser ótima, já que você ama cachorros, ser tão chata!
    Concordo com você que é muito chato quando um autor fica forçando as coisas! Já fiquei com raiva de vários livros por conta disso!
    O excesso de detalhes que ninguém está interessado também é pra lá de chato :(.

    Abraço!
    http://www.livrosesonhos.com/

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  6. Oi Marcos.

    Eu gosto muito de cachorros e até o momento não li nenhum livro que fale a respeito deles. Eu até me senti atraída por esse livro, pelo motivo de cura que ele trás e apesar das partes que não te agradaram eu ainda irei arriscar essa leitura.

    Beijos.
    Visite: Paradise Books BR // Curta: Facebook

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  7. Eu também amo cachorros.
    Lendo a sua resenha, sabe o que imaginei? Que a autora na verdade queria escrever sobre a vida dela mas aí não teria interesse de ninguém. Então resolveram colocar o Seamus no meio e bem na capa, assim muita gente iria querer ler. Pura propaganda enganosa. rs. Como você mesma citou, poderia ter sido escrito como em Marley e Eu, teria sido interessante.
    Bom, se antes não me interessei pelo livro, agora menos ainda.

    bjs.

    www.booksandmuchmore.com

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  8. Oi Marcos!
    Assim como você também amo cachorros e o meu Bob (um fila) há pouco tempo também matou um filhote de gato que entrou em casa (achei que só ele fosse um troglodita...rs).
    Esse livro sempre me chamou atenção, tanto pelo nome, quanto pela capa. Essa é a segunda resenha que leio sobre ele. A primeira foi positiva, e agora, após ler a sua, fiquei em dúvida se devo ler, mas provavelmente irei, para tirar a minha própria conclusão sobre a história.
    É tão ruim quando um livro não é o que esperamos, não é?
    Ótima resenha!
    Beijos

    Li
    literalizandosonhos.blogspot.com.br

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  9. Oi Mari, oi Marcos, tudo bom?
    Nossa, tadinho do gatinho :( Fico morrendo de pena quando isso acontece, na casa onde eu estava com meus amigos no carnaval o cachorrinho era super calminho mas se deixasse ele solto com os gatinhos ele caçava também.
    É muito ruim quando criamos expectativas para uma leitura e ela nos decepciona tanto :(
    Eu odeio ler um livro quando odeio o narrador. Ele acaba cansando nossa vontade de ler e desestimula. E ainda tira o foco da história principal :(
    Boa sorte com as próximas leituras!
    Beijão
    http://www.sarahmarques.com.br/

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  10. Oi Marcos, tudo bom?
    Nossa, pelo visto a história é bem cansativa e enfadonha. É uma pena, pois a premissa é bastante interessante por causa da luta dos dois contra o câncer. Eu amo cachorros e costumo me emocionar com histórias sobre esses bichinhos. Realmente o título da obra sugere outra coisa, mas a narrativa deixa a desejar.
    Beijos,
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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  11. Oi, Marcos!

    Também adoro cães. E entendo sua frustração.
    A história, pelo visto, poderia até ser boa. Mas o modo de contar e o pensar da autora não convenceu. Acho que histórias com o câncer são geralmente ligadas ao sofrimento, mas também a um modo bonito de se falar. Mesmo que haja melancolia, o personagem tem uma maturidade... mas uma pessoa que viveu isso, tentou ser engraçada usando termos depreciativos contra os outros... Cada um tem seu jeito de lidar com os problemas, né? Mas por mais que respeitemos isso, não é legal ler e fazer da leitura um exercício de paciência com gente falando mal dos outros. Eu não gosto. Nem na vida. Nem nos livros. Nem em lugar nenhum.
    E aí a gente adora cães e vê isso... realmente, parece algo no estilo Marley e eu... Acho que essa foi a intenção de quem montou isso. Dar essa impressão para ser vendável. O título em inglês exalta mais a vida humana que a do cão. Só "o cachorro sobreviveu, então talvez eu sobreviva" é mais sincero, apesar de não atrair tantos leitores. Mas pelo menos evita que as pessoas falem mal do trabalho editorial e manche a imagem dele depois. Não é a primeira vez que me deparo com isso esses dias... essa espécie de marketing forçado que tenta embarcar em outras coisas que fizeram sucesso mesmo que inconscientemente.

    Beijos
    http://vivianpitanca.blogspot.com.br/

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  12. Olá... nossa que chato quando um livro é assim que nos desagrada desde de seu inicio... não tenho nada contra cachorros, só tenho trauma dele... tenho uma cicatriz no rosto por causa de um... esse tipo de história não me chama atenção ainda mais arrastada como essa que você contou fiquei cansada só de imaginar a narrativa... Xero!!

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  13. Ei Marcos, tudo bem?
    Nossa, realmente, sua casa era quase um zoológico,rs. Aqui em casa temos 4 cachorros, e ja ficamos loucos, às vezes, rs.
    Adorei a resenha, super sincera e explicou bem porque você não curtiu o livro. Eu não gosto de biografias, mas queria ler essa, só por causa do cachorrinho. Bom saber que o foco é a mulher, e que o livro não é tão interessante assim. Também acho que certas coisas são inconvenientes para ser escritas. Se fosse uma ficção, talvez ficasse legal, mas por ser uma história real, senti que a autora realmente de expôs e expôs outros, de forma negativa e desnecessária
    beijos
    http://meumundinhoficticio.blogspot.com.br/

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  14. Oi Marcos.
    Nossa, realmente esse título nos remete uma ideia de que o cão foi abandonado, ignorado, e ainda não esqueci se dono.
    Frustrante saber que o assunto não condiz com o título, e ainda que a narrativa n]ao é nem um pouco convincente.
    Obrigada pela sinceridade, já li outras resenhas desse livro, mas nenhuma ressaltou pontos que acho importante como os que encontrei aqui.

    Beijos.
    Leituras da Paty

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  15. Oi, tudo bem?

    Eu não li este livro, pois não sou muito fã de livros com animais. É uma pena o livro ter te decepcionado. Eu já li algumas resenhas positivas deste livro, mas todas abordam outros pontos da história, essa é a primeira resenha negativa, mas você abordou pontos negativos compreensíveis e o que acho interessante nas resenhas é a divergência de opiniões.

    http://livrosleituraseafins.blogspot.com.br/

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  16. Essa capa é bem convidativa não?
    Ameei demais, e fiquei bastante curiosa. Sou fã de filmes que falam de cachorros, então livros devem ser melhores ainda. No entanto, ainda não conhecia esse livro, e espero comprar (#CadêMoney?). Pela sua resenha as minhas expectativas ficaram um pouco baixas, mas compraria mesmo assim. Até porque gostaria de saber mais sobre a história, que parece bem dramática.

    PS: Também acho que a vida não teria graça sem pelo menos um animal de estimação!
    Beijos
    www.gemices.com.br

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  17. Oi Marcos!

    Olha, basta ter um cachorro na capa que eu já passo longe da história. Porque histórias com cachorros sempre são tristes ou trágicas ou as duas uahuahuahua. Nesse caso, pelo menos, acho que é só a primeira opção, certo? Pena que a autora não foi feliz na narrativa.

    beijos
    Kel
    www.porumaboaleitura.com.br

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  18. Pela capa e título, realmente dá para esperar uma história comovente e com grande drama, mas pelas suas ressalvas, temos um enredo completamente diferente. Olha, sinceramente, vou passar longe desse livro, pois não gostei de como a autora descreveu sua própria história.

    Beijos.

    www.daimaginacaoaescrita.com

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