terça-feira, 30 de setembro de 2014

Bate-papo com Carlos Henrique Barros

Oi gente, tudo bem?
 
Quem acompanha o Instagram da Semana deve ter visto há algumas semanas a foto do livro Fugitivos que recebemos do autor parceiro Carlos Henrique Barros.
 
O nosso colunista Marcos Paulo leu o livro e já preparou a resenha, mas antes nós batemos um papo com o autor e hoje é dia de conferir suas respostas. Vamos lá?!

 
 
 
 
Mari: Quando e como você descobriu que gostaria de ser escritor?


Carlos: Desde sempre! :) Escrevo desde a época de escola, no segundo grau. Eram histórias mais voltadas para o fantástico e ficção científica, além de pequenos contos. Escrevia mais para mim, sem pretensão de publicar ou de mostrar para alguém fora de meu círculo de amizades. Ainda bem, porque eram muito ruins! (rssss) Depois da faculdade, participei do departamento jornalístico e me dediquei a matérias de fundo acadêmico. Após me formar, fiquei sem escrever alguns anos, mas nunca parei de imaginar diversas histórias. Aí, ano passado, decidi que já me sentia maduro o suficiente para começar o projeto de um livro.


Mari: Qual é o seu livro de cabeceira?​

Carlos: Na verdade não tenho um livro que possa dizer que é meu favorito. Eu leio de tudo. Desde Senhor dos Anéis, passando por obras como O Nome da Rosa até romances água com açúcar e livros juvenis. Gosto de uma história criativa, que prenda a atenção. Não fico atrás de um escritor ou de um estilo. Mesmo, porque é difícil um escritor manter a regularidade da qualidade de suas obras. Acho que a única cujos livros me agradaram na sua maioria, foi Agatha Christie. ​Entretanto, tem um livro que marcou muito minha juventude, nem tanto pela história, mas mais pela inocência de seus personagens: As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain.
 

Mari: Quais são suas inspirações literárias?
 
Carlos: Aí são várias: Mark Twain pelos personagens carismáticos, Carlos Ruiz Zafón pela forma melodiosa como escreve, Tolkien pela maneira descritiva...e muitos outros que são verdadeiros professores da escrita.
 
 
Mari: Como surgiu a ideia de escrever Fugitivos?​

Carlos: Ano passado, quando decidi começar a escrever profissionalmente, fiquei na dúvida se criava uma história voltada para o fantástico (minha preferência) ou mais no mundo real. Entrei na Livraria Leitura aqui de minha cidade e fiquei dando voltas. Confirmei o que já sabia: livros e mais livros de vampiros, anjos, distopias, demônios, etc. Desisti de avançar nessa área. Tem um filme, um clássico, chamado Conta Comigo. Adoro esse filme. Assim, decidi que tentaria criar algo sobre crianças que precisam sair de suas residências e correr o mundo. Imaginei cinco personagens distintos, tanto na idade quanto na personalidade e na aparência, de forma a criar alguma identificação com a maioria dos leitores​. Depois, criei alguns vilões que são o retrato do que uma grande quantidade de jovens enfrenta: seus próprios pais ou irmãos. O resto, foi surgindo.

 
Mari: Você se inspirou em alguém próximo para criar os personagens?
 
Carlos: Não. São todos personagens fictícios. Infelizmente, não conheço ninguém parecido com eles. ;)

Mari: Como foi o processo para a publicação de Fugitivos?

Carlos: Ainda não foi. Está ocorrendo neste instante. Começou o processo de revisão, edição, escolha da capa, etc. A editora Giostri pretende lançar o livro antes do fim do ano.

 
Mari: Quais são os seus planos para este final de 2014 e para 2015?

Carlos: Publicar Fugitivos e escrever mais 2 livros para 2015.
 
 
Mari: Em quais redes sociais seus leitores podem te achar?

​​​​Carlos: No Facebook: facebook.com/fugitivoslivro, no Twitter: twitter.com/fugitivoslivro, no site: fugitivoslivro.com.br ou por e-mail:


 
Mari:Qual conselho você daria para aqueles que também têm vontade de escrever um livro?

 

Carlos: Essa pergunta é mais complicada. Recentemente, vi uma entrevista da uma escritora nacional dizendo que no Brasil as editoras realizam um trabalho amador, porque a grande maioria se limita a publicar o que vem de fora. É mais seguro, uma vez que já existe um nicho que adianta o sucesso do livro. Elas não apostam no autor nacional desconhecido, cuja história, mesmo se for boa, não tem a mesma segurança de sucesso que um livro de autor estrangeiro que já vendeu muito. Outro detalhe que descobri, é que se o autor nacional apresentar uma obra com mais de 300 páginas para ser avaliada, ela será praticamente descartada por causa do custo de impressão, independente da qualidade. Muitos escritores de primeiro livro simplesmente desistem. O que é uma pena. Nessa minha busca por uma editora, conheci diversas obras de autores nacionais de muita qualidade, que simplesmente ficaram à margem pelo desinteressa das editoras em apostar. E existem muitas outras dificuldades que é bom estar preparado para enfrentar. Por exemplo, na divulgação. Nem todo blog, como o seu, é aberto a receber exemplares de autores desconhecidos. Se não tiver seu livro publicado, a maioria nem sequer responde. Mas, apesar de tudo o que disse, não aconselho ninguém a desistir. Que leve um mês ou um ano ou mais, se gosta de escrever, não desista. Mesmo!


Carlos, seja bem-vindo ao nosso blog! Desejamos muito sucesso para você e Fugitivos!
 
Leitores, aguardem que vem resenha por aqui!
 
Espero que gostem!
 
Com carinho,


 

13 comentários:

  1. Oi Marii....
    Nossa achei as idéias desse autor muito parecidas com as minhas, assim como ele tabém não tenho só um livro favorito e sim vários, e também leio deisde romances a guerras, coisas de leitores néh rs amo ler, bjos

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  2. Oi Mari! Adorei a entrevista, é sempre legal ver que os autores são gente como a gente e leem e se divertem com as mesmas histórias que nós!

    Parabéns pela parceria e estou ansiosa pela resenha do Marquinho!

    Beijinhos
    www.serleitora.com.br

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  3. Oi Mari, tudo bem?

    Adorei a entrevista. Não conhecia o autor, mas já vi alguns comentários sobre o livro dele. Gostei do conselho dele. Sempre vão haver dificuldades, mas o que importa é não desistir.

    beijos
    Kel
    www.porumaboaleitura.com.br

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  4. Que legal essa entrevista! Adoro ver os autores que são "gente como a gente"... Adorei a forma simples que ele fala, e a dica dele pros novos escritores é ótima... Realmente o mercado editorial pra escritores brasileiros é bem complicado, mas não pode desistir né... Parabéns a ele por ter conseguido publicar o livro, e espero a resenha aqui no blog ;)
    Kisses =*

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  5. Olá Mari!! Nossa se leio entrevista com autores não importa quem seja eu amo ler. Pois acho demais poder conhecer sua inspirações,metas e de onde vem as ideias para seus livros.Adorei saber um pouco mais sobre o Carlos, e mais ainda por ver boas metas e saber que ele assim como eu gosta de ler de tudo!!Beijos e muito sucesso =)

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  6. Adorei a entrevista e conhecer o autor, muito simpático. Espero poder ler o livor dele um dia.

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  7. Ei Mari. Simplesmente amei essa entrevista. Amooo escrever e concordo com o Carlos que nunca devemos desistir. E vindo dele acho que é mais um incentivo para eu e mais jovens escritores continuarem a seguir em frente! Bjs

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  8. Estou adorando as entrevistas, é um ótimo modo de conhecermos melhor os escritores, não conhecia o autor, mas fiquei bem interessada em conhecer a obra dele. Muito sucesso !

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  9. Oi Mari, tudo bom?
    Gostei bastante desse autor, principalmente por ele falar que gosta de ler de tudo um pouco. Acho quem um bom leitor tem que ficar atrás das boas histórias e não ficar com preconceito em relação aos gêneros literários. Muito bacana também a inspiração no filme Conta Comigo, pois é um filme que eu adoro e sempre passava na sessão da tarde.
    Muito sucesso pra ele e quero conferir a resenha do livro.
    Beijos!
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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  10. Oi, Mari!
    Adorei a entrevista, não conhecia o autor, mas ele é uma pessoa bem simpática.
    Conncordo plenamente com o conselho dele, apesar das editoras não valorizarem os autores nacionais, é fundamental que eles não desistam dos seus sonhos de publicar seus livros.
    Vou aguardar a resenha do livro.
    Beijos
    Construindo Estante || Facebook

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  11. Oi, Mari
    Entre fantasia e algo "mais real", ultimamente tenho preferido livros mais pé no chão, desde de JV (minha ultima distopia). Tenho percebido que isso também está no meu gosto cinematográfico.

    Parabéns ao autor, desejo que o livro seja um sucesso e que tudo de muito certo.

    Bjs
    hollywoodemcasa.blogspot.com.br

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  12. Adorei a entrevista! !

    Acabei de ler a resenha do livro e confesso que adorei, apesar de não ser meu gênero favorito!

    Acho muito chato essa coisa das editoras só quererem publicar livros internacionais, sendo que há tantos livros nacionais bons!

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    Respostas
    1. Oi, Jéssica!

      Fugitivos conseguiu uma editora e estará nas livrarias ainda este ano.

      Obrigado demais pelo interesse!!!

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