segunda-feira, 3 de junho de 2013

O lado bom da vida!!!

Boa tarde, amigos leitores!


Espero que tenham passado bem de feriado prolongado! O meu foi ótimo para colocar a leitura em dia e hoje eu venho falar sobre um livro muito especial: o lado bom da vida. Quem já leu?


O livro fez tanto sucesso que teve uma adaptação para o cinema, com o Bradley Cooper, a Jennifer Lawrence e o Robert De Niro.

Além de paixão por livros eu também amo cinema! Todos os dias passo em frente ao cinema aqui da minha cidade para ver o que está em cartaz, e quase sempre entro para assistir. Uma curiosidade sobre mim é que eu gosto de ir ao cinema sozinha, gosto que seja um programa espontâneo, bem como “estou passando, o filme me chamou a atenção eu entro para assistir” e nem me importo com as olhares que me lançam... “essa menina não tem amigos?” hahahaha, eu tenho e são os melhores, obrigada!!!

Com “O lado bom da vida” foi assim. Normalmente eu não gosto de ver o filme antes de ler o livro, acho que influencia o nosso modo de imaginar a estória e, na esmagadora maioria das vezes, o livro é muito melhor, na minha opinião, claro!

Relutando a semana inteira, quando o filme estava prestes a sair de cartaz, comprei meu ingresso e fui, sozinha, me instalar na fileira do meio, bem em frente à tela.

Na ocasião achei o filme bem bonito, mas com um final um pouco clichê.

Mesmo assim, com  o aniversário chegando, mandei a listinha de “livros que quero muito de presente” para o meu irmão e O lado bom da vida veio parar na minha estante (obrigada, irmão!!!!)

Já adianto, o filme não é muito fiel aos detalhes livro, o que me fez gostar muito mais da estória impressa, como sempre!!!

Vamos, lá!!

                                         
                                         O que diz a contracapa? 
“Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir pra lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um “tempo separados”.
Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com o pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.”
 



O que eu achei?

Apaixonante! Primeiro porque o título, por si só, já chamou a minha atenção. Concordam comigo que parece um alerta que nos diz “hey, a vida é dura, você vai se decepcionar, você vai cair, mas tudo tem o seu lado bom e você precisa enxerga-lo em todas as situações”?

Nosso protagonista, Pat, não consegue se lembrar do motivo pelo qual acabou sendo internado em um hospital psiquiátrico. Sabia que estava interligado com a sua esposa Nikki e, desde a sua internação, cultivou uma fixação de reconquistá-la e passou a intitular esse prazo como “tempo separados”.

A estória é narrada em primeira pessoa como se Pat escrevesse em um diário onde nos conta o seu dia a dia. Toda e qualquer atitude sua está ligada ao objetivo de ter Nikki de volta. Pat acreditava que tinha sido um marido ruim para Nikki e passou a dedicar todo o seu tempo para modificar cada característica em si próprio que sabia que a esposa não gostava e, assim, fazer com que o “tempo separados” chegasse ao fim mais rápido.

Com a ajuda da mãe, conseguiu sair do hospital psiquiátrico, que chamava de “lugar ruim”, com a promessa de que continuaria o tratamento em casa.  Com a mãe como aliada e um pai que mal falava com ele, Pat foi se reinserindo na sociedade local, voltando a conviver com a família e seu amigo de infância Ronnie.

Durante toda narrativa percebi um lado meio infantil no Pat que acabava sendo muito fofo. Como seu objetivo era reconquistar Nikki, malhava muitas e muitas horas por dia para chegar ao seu peso ideal, lia todos os livros que sabia ser os preferidos dela  (mesmo não gostando muito), começou a praticar o “prefiro ser gentil a ter razão” e se proibiu de ver qualquer filme, alegando que sua própria vida era o filme que veria e viveria de agora em diante.

Sua relação com o seu pai era estranha. O pai, um fã enlouquecido dos Eagles, regulava seu humor de acordo com as derrotas e vitórias do time. A cada derrota se trancava em seu escritório e permanecia dias sem conversar com Pat e sua mãe, fazendo com que Pat voltasse a torcer fanaticamente pelos Eagles para conquistar a atenção do pai.

Entre as consultas com o Dr. Cliff, o apoio de sua mãe, seu irmão, seus amigos e até mesmo seu pai, Pat conheceu Tiffani, cunhada de seu melhor amigo, que estava passando por uma situação semelhante a sua, com a perda do marido e conflitos psicológicos.

A amizade entre Pat e Tiffani aumenta a cada capítulo e um encontra apoio no outro para, enfim, superarem a depressão. Principalmente quando Pat percebe que Tiffani pode ser uma aliada poderosa para o reencontro com Nikki.

Pat consegue, finalmente, acabar com o “tempo separado”? Suas recaídas são suficientes para mandá-lo novamente para o “lugar ruim”? Ele consegue recuperar sua memória dos últimos anos que passou internado (ele insiste em falar que foram apenas alguns meses, apesar de, na realidade, terem transcorridos quase quatro anos entre a internação e a liberdade)? O filme de sua vida tem um final feliz? Calma, vocês sabem que antes o mocinho sempre passa por provações e o diretor do seu filme caprichou nessa parte.




O que me chama muito a atenção no enredo é a metamorfose de Pat. Seria o amor um bom motivo para modificar cada partícula do seu ser ou é preciso procurar alguém que nos ame por nós mesmos?

Por amor Pat se modificou... modificou sua estrutura física, seus gostos, seus interesses, seus horários. Por amor Pat acabou internado em um hospital psiquiátrico e por amor saiu dele. Por amor, Pat aprendeu a dançar, leu romances e se tornou um ótimo corredor. Por amor a Nikki Pat se tornou o homem que é hoje e aprendeu a sempre procurar o lado bom da vida.

E você, mudaria por amor?

Com carinho,

Mari

Dados do livro:
Nome: O lado bom da vida
Autor: Matthew Quick
Tradução:Alexandre Raposo
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Páginas: 254

4 comentários:

  1. Uffaaa.... Consegui postar meu humilde comentário! hehe
    Amiga, já me apaixonei só de ler o resumo do livro. Quero ele pra mim... Bjux

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oiii Rafa!! Fiquei tão feliz em te ver por aqui!! Meu livro está às ordens...qualquer livro meu você pode pegar emprestado! Você é de confiança!! Beijosss e obrigada pelo apoio!

      Excluir
  2. Eu queria comprar para ler, mas ainda está caro! Na internet, tem "promoção" desse livro por R$ 39,90! =[

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O meu está aqui esperando por você! Vem buscar!!

      Excluir

Amigos leitores, sintam-se a vontade para comentar o post. Peço que, por favor, ao tecerem os comentários, não utilizem palavras e expressões que possam ofender os demais. Obrigada.