quinta-feira, 30 de maio de 2013

Os riscos de dormir sozinha

Boa tarde leitores!!!

Como está o feriado de vocês? Aqui em Barra Mansa, com esse friozinho, nada melhor que uma coberta e um bom livro!

Se vocês forem como eu, vasculham cada centímetro das prateleiras das livrarias a procura de algo que chame sua atenção.

Eu sou assim, e foi em uma dessas buscas que me deparei com “Os riscos de dormir sozinha”.

Em um passeio com o namorado pelo shopping de Guaratinguetá-SP acabamos, como sempre, dentro de uma livraria. Ao olhar os livros, a capa deste em particular me chamou a atenção, pois, logo acima do nome da autora estava a inscrição: ’literatura mulherzinha’ em sua melhor forma. People”.

Sim, adoro “literatura mulherzinha”,  “chick-lit”, “literatura feminina” ... adoro o gênero, não gosto muito dos termos utilizados para etiquetá-lo.

Ainda não tinha ouvido falar sobre o livro, mas como o preço estava bom e o resumo prometia, separei para comprá-lo, mas, qual foi a minha surpresa, o namorado foi mais rápido e comprou de presente pra mim (vocês vão ver muitos presentes dele por aqui, somos dois loucos por livros).

Então vamos lá!

O que diz a contracapa?

“A vida de Charlotte pode ser resumida em uma palavra  deliciosa de se pronunciar: tran-qui-li-da-de. Nos últimos quinze anos, não teve um único companheiro para perturbá-la. Dona de uma rotina pacata, é muito apegada aos hábitos domésticos: compras no supermercado, programas de perguntas e respostas na televisão. De vez em quando, ainda arruma um tempinho para fazer as unhas e ler um livro.
Só que, à noite, por mais que se esforce, Charlotte não consegue pregar os olhos. Apesar de tranquilizantes e outros artifícios excêntricos, ouve barulhos estranhos e imagina ladrões invadindo a casa. Para piorar, Emily, sua filha “moderninha”, anda contribuindo para a insônia da mãe.
Emily é professora em uma escola de ensino fundamental e se orgulha muito do “método alternativo de aprendizado” – nada de boletins e provas. Apesar de Charlotte entender por que a filha adota uma dieta vegetariana radical, ainda não se acostumou aos piercings espalhados pelo corpo de Emily.
Embora Charlotte sempre tenha dificuldades em entender as motivações da filha, já aprendeu a guardar os próprios comentários. Porém, quando Emily e o namorado chegam para passar o fim de semana, segredos são revelados, obrigando Charlotte a tomar decisões impensáveis.”

O que eu achei?

Ao começar a ler o livro a minha leitura não fluiu como de costume. Acho que demorei para pegar o jeito da estória, mas, de qualquer forma, insisti com o livro e não me arrependi.

A impressão que eu tive é que Charlotte é uma mulher meio perdida. Vivia em função do casamento e da filha e quando o casamento acabou e a filha mudou-se para estudar a personagem teve que voltar para si mesma, coisa que não estava acostumada a fazer.

Ao se ver sozinha, Charlotte muda da casa que morava com a filha e o marido para um apartamento menor e mais fácil de cuidar e procura seguir uma rotina regrada como forma de fugir de sua solidão. Suas únicas amigas são as outras mulheres do grupo literário e a mania de organização.

Mas durante a noite as coisas ficam mais difíceis, Charlotte não consegue dormir e escuta barulhos durante todo o tempo, a ponto de imaginar ladrões invadindo o apartamento e levando seus pertences.

Emily sempre teve da mãe o que queria e Charlotte se sentia feliz em satisfazer as vontades da filha, mesmo que os seus próprios sentimentos fossem anulados.

A vida de Charlotte enche de alegria com a notícia da visita de Emily, no entanto, desta vez a filha parece diferente, distante e enquanto Charlotte imaginava que poderia curtir todos os dias da visita da filha em sua companhia, a menina convida o namorado, Walter, com quem Charlotte não tem o mínimo de contato, para passar o final de semana com as duas.

Aos poucos segredos são revelados e nós podemos ver uma Charlotte que até então não tinha aparecido, mais decidida e segura de si, a protagonista, com a ajuda de sua vizinha conhecida como Bê, começa a busca pelo equilíbrio de cuidar de sua família sem deixar de ouvir o seu próprio coração.

Charlotte consegue, enfim, dormir no próprio apartamento? Só lendo para saber!

Espero que gostem! Boa leitura!

Com carinho,

Mari




Dados do Livro:

Nome: Os riscos de dormir sozinha
Autor: Elise Juska
Tradução: Celina Cavalcante Falck-Cook
Editora: Record
Ano: 2006
Páginas: 447


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